terça-feira, 7 de abril de 2015

DELHI - TEMPLO DE PARVATI - QUTB MINAR

DELHI

Chegamos a Delhi às 2.30 da madrugada, hora local. Sair foi uma novela, não pela burocracia dos vistos, mas a mala do Délcio chegou tooooooooda arrebentada e foram horas de negociações até a Emirates pagar 4 mil rupias. Isso significou sairmos do aeroporto quase 6 horas da manhã. E pensar que a Adriana chegaria dali a uma hora e meia.
Naeem nos esperava e, tadinho, apenas teve tempo de nos deixar no hotel (Red Fox) e voltar ao aeroporto.

Na verdade, não dormimos, pois sairíamos logo após a chegada da Adriana, para visitar o Templo de Parvati, o  Chhattarpur Mandir. 

Começou a lenga-lenga de guias. O danado não nos mostrou o templo que interessava. O templo em que um dos pedaços (peetha) de Sati está e é objeto de adoração. Trata-se de um complexo com vários templos e ele apenas nos levou em um deles. Nem entrou – talvez por ser muçulmano. Naeem insiste em me dar guias muçulmanos que deixam de ar as informações que são interessantes.

Terei que voltar a  esse complexo de templos para visitar o que quero.

Rumamos para uma visita de médico ao Qutb Minar,  o minarete de tijolo mais alto do mundo, e um importante exemplo de arquitetura indo-islâmica. O Qutb Minar mede 72.5 metros de altura. O diâmetro da base mede 14.3 metros, enquanto que o diâmetro do chão do topo mede 2.75 metros.

Rodeando o minarete existem vários exemplos de arquitetura indiana do tempo em que foi construído, em 1193.
O Qutb Minar foi encomendado por Qutbuddin Aibak, o primeiro sultão muçulmano de Delhi, e foi concluído por seu sucessor – Iltutmish. Não se sabe se a torre foi nomeada após  Qutbuddin Aibak ou Qutbuddin Baktiar Kaki, um santo sufi que na época morava em Delhi.
Como o nome sugere, a torre era para servir como minarete de onde o adhan poderia ser emitido, (chamado aos fiéis para a oração).


O Minar é feito de arenito vermelho coberto com entalhes e versos do Alcorão. Os três primeiros andares são feitos de arenito vermelho; o quarto e quinto andares são de mármore e arenito.  Nos níveis superiores  há motivos decorativos, mostrando ambos os elementos islâmicos e hindus. Painéis de inscrições com caligrafia Kufic ornamentam o balcão.  
Ao pé da torre está a Mesquita Quwwat-ul-Islam, a primeira mesquita a ser construída na Índia.
No espaço entre as construções há um pilar de ferro com 7 metros de altura.
Essa coluna tem inscrições bramânicas  que antecedem ao minar islâmico.

Outra vez, corre corre em meio ao trânsito mais caótico do planeta: o trânsito indiano. Vacas, cachorros, gente, carros, tuk tuk, rickshaws, ruas estreitas e tortuosas, sem calçadas, buzinaço, gritaria, lixo... tudo junto e misturado.
Despachar as malas foi mirabolante. Excesso de peso. Tira daqui, põe ali, acomoda isso e aquilo e lá  embarcamos para Udaipur, onde passaríamos o Holi, a festa das cores.
O voo ia para Mumbai e embora lotado, apenas uns 3 passageiros permaneceram a bordo. Os demais, todos fomos festejar o Holi em Udaipur. 90 % de estrangeiros.

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